quarta-feira, novembro 23, 2005
... Cá vai um, a propósito de algo que escrevi em Agosto e que está de novo actual...
quarta-feira, agosto 31, 2005
BLOG DAY 2005
É hoje!E assim sendo... cá vão as 5 sugestões/recomendações:
- Mesmo depois de "morto" continua uma referência (continuo a fazer figas para que acorde do coma);
- O primeiro a comentar na "cintura russa" (não há amor como o primeiro);
- A Margarida Rebelo Pinto (no bom sentido?!) da blogosfera (light mas com muita genica);
- Um ciberpedaço de cultura enciclopédica clássica;
- Um puto meu conhecido que tem uma certa graça.
terça-feira, agosto 30, 2005
CONVERSAS AO JANTAR
Ouvi a intervenção de Manuel Alegre a propósito das eleições presidenciais. Alegre fazendo uso da sua grande capacidade oratória e eloquência fez um discurso lúcido que poderia facilmente ser subscrito pela generalidade dos portugueses que se revejam no espectro que vai do centro esquerda à direita moderada.
Começou com um enquadramento sociológico do rectângulo, que serviu para enquadrar a substância política da sua intervenção.
Tendo criticado Cavaco por um suposto défice cultural, o grosso das suas profundas e contundentes críticas foram dirigidas a Mário Soares e ao PS. Acusou Soares e o PS de métodos e pressupostos com um claro défice republicano e de ética. Apresentou inúmeros argumentos, claros e objectivos, que demonstram o défice de lógica e de vantagens, numa candidatura de Soares para Portugal, para a república, para a democracia e para a sociedade.
Depois de tudo isto e sendo demasiado difuso para o seu estilo habitual, muito mais contundente, deixou para mais tarde uma posição final relativamente à sua putativa candidatura a Belém. Ainda assim e na minha perspectiva, deixou (entre)ler que só será candidato caso Soares não vá às urnas ou se a esquerda se levantar numa vaga de fundo.
Este final pareceu-me uma conclusão à guisa daqueles problemas de matemática em que na sua resolução, o raciocínio está correcto e o resultado errado. Todo o raciocínio que Alegre acumulou ao longo do seu discurso justificava a conclusão contrária, a candidatura sem margem para dúvidas.
E o que é que conduz Alegre a esta posição?
É simples, mais importante do que revitalizar a sociedade, a república, a cultura verde-rubra, a língua de Camões, o sistema político, e sei lá mais o quê (tudo argumentos utilizados pelo poeta na sua intervenção), importa não ser o responsável por dividir a esquerda e o seu partido!?!?!?!?!?!?!?!?
Pois é, para a “esquerda” que temos tudo serve para impedir a “direita” de chegar ao poder, seja ele qual for. A esquerda, para si própria, é mais importante que a república, é mais importante que Portugal. Ou optamos por eles ou em alternativa pelo bicho papão (ou o boogey man, se estivermos a falar do George W.).
Aposto que hoje a candidatura de Cavaco Silva subiu uns pontos nas sondagens. Ao menos isso.
Começou com um enquadramento sociológico do rectângulo, que serviu para enquadrar a substância política da sua intervenção.
Tendo criticado Cavaco por um suposto défice cultural, o grosso das suas profundas e contundentes críticas foram dirigidas a Mário Soares e ao PS. Acusou Soares e o PS de métodos e pressupostos com um claro défice republicano e de ética. Apresentou inúmeros argumentos, claros e objectivos, que demonstram o défice de lógica e de vantagens, numa candidatura de Soares para Portugal, para a república, para a democracia e para a sociedade.
Depois de tudo isto e sendo demasiado difuso para o seu estilo habitual, muito mais contundente, deixou para mais tarde uma posição final relativamente à sua putativa candidatura a Belém. Ainda assim e na minha perspectiva, deixou (entre)ler que só será candidato caso Soares não vá às urnas ou se a esquerda se levantar numa vaga de fundo.
Este final pareceu-me uma conclusão à guisa daqueles problemas de matemática em que na sua resolução, o raciocínio está correcto e o resultado errado. Todo o raciocínio que Alegre acumulou ao longo do seu discurso justificava a conclusão contrária, a candidatura sem margem para dúvidas.
E o que é que conduz Alegre a esta posição?
É simples, mais importante do que revitalizar a sociedade, a república, a cultura verde-rubra, a língua de Camões, o sistema político, e sei lá mais o quê (tudo argumentos utilizados pelo poeta na sua intervenção), importa não ser o responsável por dividir a esquerda e o seu partido!?!?!?!?!?!?!?!?
Pois é, para a “esquerda” que temos tudo serve para impedir a “direita” de chegar ao poder, seja ele qual for. A esquerda, para si própria, é mais importante que a república, é mais importante que Portugal. Ou optamos por eles ou em alternativa pelo bicho papão (ou o boogey man, se estivermos a falar do George W.).
Aposto que hoje a candidatura de Cavaco Silva subiu uns pontos nas sondagens. Ao menos isso.
NÃO ME CANSO DE OUVIR ESTE ANJO

E desde o último concerto na Aula Magna, confesso que tenho algumas saudades de ouvir e ver em simultâneo.
Para os mais distraidos podem ficar a saber mais da melhor intérprete de standards dos últimos (larguíssimos) anos (pelo menos desde Sarah Vaughan) aqui.
post scriptum - e a senhora até canta alguns temas na língua de Camões e tudo...
segunda-feira, agosto 29, 2005
E É ESTE HOMEM SOCIALISTA...
Ricardo Gonçalves deputado socialista em entrevista ao DN lamenta que Sócrates se tenha desgastado tanto no imediato sem ter conseguido lançar reformas. Diz ainda que o Governo é condicionado pela ala esquerda do PS, e demarca-se de Soares e de Alegre.
Aguns excertos:
"Há, nesse aspecto, um défice de Governo. Depois, o Governo acabou por cair, talvez influenciado pelo anterior ministro das Finanças, na tentação de subir os impostos e tomar medidas de restrição da despesa do Estado. Isto significa que o Governo fez o mesmo que tinham feito Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite. O Governo sobe os impostos, retira regalias, aperta o cinto em determinados ministérios, e diz que isto é tudo para salvar o Estado Social - essa é talvez a única nuance que distingue este Governo do anterior."
"(...) o argumento de que tudo é feito para salvar o Estado Social cimentou ideologicamente a ligação do Sócrates e de alguns dos seus apoiantes no PS à chamada ala esquerda do partido, que apoiou o Manuel Alegre. Isto levou a uma situação curiosa quem domina ideologicamente o PS, há muitos anos, é a chamada ala esquerda do partido."
"Há efectivamente uma influência grande. Esta ala esquerda chega sempre ao encontro da História com dez anos de atraso. Repare que algumas das medidas que agora estão a ser tomadas, por exemplo em relação à função pública, já deviam ter sido tomadas há dez ou quinze anos. O pior que se pode fazer não é retirar regalias, é criar expectativas às pessoas e deixar que elas programem a sua vida com base numa situação que é insustentável a médio prazo. Eu dizia isto no tempo do Guterres e respondiam-me que eu queria retirar direitos adquiridos. Agora, em nome do Estado Social, já se pode. Prepararmo-nos para a globalização implica que o Estado Social seja todo revisto de alto a baixo. E quando o social está em crise, temos que voltar ao individual, temos que olhar os cidadãos como consumidores, a pagar muitos dos serviços que o Estado lhes presta, e em compensação o Estado baixa os impostos."
"Se queremos tomar medidas destas, temos que ter o Governo no auge. Eu acho que o Governo ainda tem condições para isso, o problema é que, quanto mais tarde, mais dificuldades terá. Porque é preciso mudar a legislação laboral, flexibilizar os meios de produção, mudar a relação com o Estado na Saúde, na Educação, encontrar formas de gestão muito mais eficazes. Temos que fazer uma ruptura com os resquícios que ainda há do Partido Comunista e da nossa revolução. Por isso é que eu não estou de acordo que seja um candidato da ala esquerda do PS - seja Soares, seja Alegre - a protagonizar uma candidatura presidencial. É inconcebível que os candidatos surjam dos 20% que, no congresso, estiveram contra José Sócrates. Quer dizer que os 80% que apoiaram o secretário-geral não são capazes de produzir um candidato? Qualquer dessas candidaturas, nomeadamente a do Mário Soares, leva a uma plataforma quase formal entre PS, PC e BE. Isto é contra aquilo de que o País precisa."
"Quem faz a maior contestação às mudanças que estamos a fazer - e são só mudanças no campo da logística, da intendência - são os sindicatos e os sectores ligados ao PC e ao BE. E eu estou convencido de que este país só tem sucesso quando o PC e o BE criticarem com razão. Porque, por enquanto, têm criticado sem razão. Ora, se o Presidente da República é eleito por uma aliança destas, vai levar a que a Presidência, com o aumento da crise, volte ao tempo do eanismo e desagúem em Belém todos os lobis de pressão sobre o Governo."
"(...) uma coisa é os partidos à esquerda do PS acabarem por votar num candidato que seria um mal menor - no dia da eleição essa base de apoio diluía-se. Outra coisa é haver uma identidade em determinados aspectos, uma mesma concepção, entre esses partidos e o candidato do PS. Eu fui sempre soarista nos outros tempos. Mas Mário Soares, que combateu o PCP, que construiu a democracia em Portugal e foi um homem fantástico no contexto da Guerra Fria, não tem conseguido encontrar soluções para os problemas da actualidade."
"(...) as nossas empresas não podem estar sobrecarregadas de impostos."
"Podia-se fazer uma remodelação no núcleo duro. Eu não sei bem quem é o núcleo duro, só sei que não está a funcionar em condições. Politicamente estamos a caminhar para um campo muito estreito. Tenho medo que isto tudo não dê os resultados esperados, que andemos a apertar o cinto em nome do Estado Social e ao fim nem mantemos o Estado Social, nem melhoramos a economia, perdemos muitos anos e perdemos as eleições."
Bruxo!...
Aguns excertos:
"Há, nesse aspecto, um défice de Governo. Depois, o Governo acabou por cair, talvez influenciado pelo anterior ministro das Finanças, na tentação de subir os impostos e tomar medidas de restrição da despesa do Estado. Isto significa que o Governo fez o mesmo que tinham feito Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite. O Governo sobe os impostos, retira regalias, aperta o cinto em determinados ministérios, e diz que isto é tudo para salvar o Estado Social - essa é talvez a única nuance que distingue este Governo do anterior."
"(...) o argumento de que tudo é feito para salvar o Estado Social cimentou ideologicamente a ligação do Sócrates e de alguns dos seus apoiantes no PS à chamada ala esquerda do partido, que apoiou o Manuel Alegre. Isto levou a uma situação curiosa quem domina ideologicamente o PS, há muitos anos, é a chamada ala esquerda do partido."
"Há efectivamente uma influência grande. Esta ala esquerda chega sempre ao encontro da História com dez anos de atraso. Repare que algumas das medidas que agora estão a ser tomadas, por exemplo em relação à função pública, já deviam ter sido tomadas há dez ou quinze anos. O pior que se pode fazer não é retirar regalias, é criar expectativas às pessoas e deixar que elas programem a sua vida com base numa situação que é insustentável a médio prazo. Eu dizia isto no tempo do Guterres e respondiam-me que eu queria retirar direitos adquiridos. Agora, em nome do Estado Social, já se pode. Prepararmo-nos para a globalização implica que o Estado Social seja todo revisto de alto a baixo. E quando o social está em crise, temos que voltar ao individual, temos que olhar os cidadãos como consumidores, a pagar muitos dos serviços que o Estado lhes presta, e em compensação o Estado baixa os impostos."
"Se queremos tomar medidas destas, temos que ter o Governo no auge. Eu acho que o Governo ainda tem condições para isso, o problema é que, quanto mais tarde, mais dificuldades terá. Porque é preciso mudar a legislação laboral, flexibilizar os meios de produção, mudar a relação com o Estado na Saúde, na Educação, encontrar formas de gestão muito mais eficazes. Temos que fazer uma ruptura com os resquícios que ainda há do Partido Comunista e da nossa revolução. Por isso é que eu não estou de acordo que seja um candidato da ala esquerda do PS - seja Soares, seja Alegre - a protagonizar uma candidatura presidencial. É inconcebível que os candidatos surjam dos 20% que, no congresso, estiveram contra José Sócrates. Quer dizer que os 80% que apoiaram o secretário-geral não são capazes de produzir um candidato? Qualquer dessas candidaturas, nomeadamente a do Mário Soares, leva a uma plataforma quase formal entre PS, PC e BE. Isto é contra aquilo de que o País precisa."
"Quem faz a maior contestação às mudanças que estamos a fazer - e são só mudanças no campo da logística, da intendência - são os sindicatos e os sectores ligados ao PC e ao BE. E eu estou convencido de que este país só tem sucesso quando o PC e o BE criticarem com razão. Porque, por enquanto, têm criticado sem razão. Ora, se o Presidente da República é eleito por uma aliança destas, vai levar a que a Presidência, com o aumento da crise, volte ao tempo do eanismo e desagúem em Belém todos os lobis de pressão sobre o Governo."
"(...) uma coisa é os partidos à esquerda do PS acabarem por votar num candidato que seria um mal menor - no dia da eleição essa base de apoio diluía-se. Outra coisa é haver uma identidade em determinados aspectos, uma mesma concepção, entre esses partidos e o candidato do PS. Eu fui sempre soarista nos outros tempos. Mas Mário Soares, que combateu o PCP, que construiu a democracia em Portugal e foi um homem fantástico no contexto da Guerra Fria, não tem conseguido encontrar soluções para os problemas da actualidade."
"(...) as nossas empresas não podem estar sobrecarregadas de impostos."
"Podia-se fazer uma remodelação no núcleo duro. Eu não sei bem quem é o núcleo duro, só sei que não está a funcionar em condições. Politicamente estamos a caminhar para um campo muito estreito. Tenho medo que isto tudo não dê os resultados esperados, que andemos a apertar o cinto em nome do Estado Social e ao fim nem mantemos o Estado Social, nem melhoramos a economia, perdemos muitos anos e perdemos as eleições."
Bruxo!...
domingo, agosto 28, 2005
VATICAN PLAN TO BLOCK GAY PRIESTS (in Guardian)
Parece que a fé no voto de celibato anda com a cotação em baixo...
sábado, agosto 27, 2005
sexta-feira, agosto 26, 2005
DEBATE AUTÁRQUICAS EM SINTRA (SIC NOTÍCIAS)
Estou a assistir a uma reedição do sketch do debate entre os candidatos a Presidente da Associação de Bigodes de Portugal escrito e interpretado por estes "grandes malucos". As únicas diferenças são que a transmissão é na Sic Notícias e não na Sic Radical e os candidatos não são todos Fonseca, nem usam bigodes postiços, de resto parece-me muito igual.
Gostei particularmente quando a moderadora afirmou com um semblante carregado de desespero, após uma série de trocas de "sôtor", "ó sôtor", "sôtor":
- Já devemos ter passado dez minutos sem que as pessoas lá em casa percebam do que estamos a falar.
Depois das séries Fonseca, Meireles e 1/2 Barbosa, começou hoje a série Soares.
Gostei particularmente quando a moderadora afirmou com um semblante carregado de desespero, após uma série de trocas de "sôtor", "ó sôtor", "sôtor":
- Já devemos ter passado dez minutos sem que as pessoas lá em casa percebam do que estamos a falar.
Depois das séries Fonseca, Meireles e 1/2 Barbosa, começou hoje a série Soares.
PORTUGAL É O 13º PAÍS NA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO INTERNACIONAL
Diz a TSF que Portugal ocupa a 13ª posição no índice anual de empenho no desenvolvimento internacional, segundo a revista norte-americana «Foreign Policy», que inclui 21 países considerados ricos.
Merece a pena ler o artigo sobre o estudo até ao fim. Contem uma radiografia interessante deste rectângulo à beira do Atlântico plantado.
Merece a pena ler o artigo sobre o estudo até ao fim. Contem uma radiografia interessante deste rectângulo à beira do Atlântico plantado.
O FREUD SE CALHAR EXPLICA ISTO...
Eu tenho um pesadelo recorrente em que acordo um dia e vivo num Portugal onde o "meu" Sporting é de novo presidido pelo "Bigodes" e tem como equipa técnica um trinvirato constituido por Raul Águas, Carlos Manuel e Manuel José.
Até esta madrugada este era o pesadelo que mais me atormentava...
Porém esta noite "vivi" uma versão mais dantesca... no meu pesadelo vivia num Portugal de novo presidido pelo decano "Pai da Democracia" e onde o Primeiro Ministro era o "Animal Feroz". Decidi acordar antes que fosse nomeado CEMGFA o Otelo Saraiva de Carvalho e o meu pobre coração não resistisse e entrasse em greve...
Até esta madrugada este era o pesadelo que mais me atormentava...
Porém esta noite "vivi" uma versão mais dantesca... no meu pesadelo vivia num Portugal de novo presidido pelo decano "Pai da Democracia" e onde o Primeiro Ministro era o "Animal Feroz". Decidi acordar antes que fosse nomeado CEMGFA o Otelo Saraiva de Carvalho e o meu pobre coração não resistisse e entrasse em greve...



